30.4.08

A boa educação.

(dedico aos meus pais e avós)

Minha avó, como todas as pessoas com mais idade e experiência, é uma pessoa sábia. Quando conversávamos um dia sobre meus estudos, ela perguntou: Mas o que é educação pra você? Essa pergunta alimentou momentos de reflexão e a vontade de escrever esse texto.

A boa educação acontece não só na escola, mas em todos os lugares. Ela desperta o desejo do auto-conhecimento e nos faz pensar sobre o que somos, nossos valores e desejos. Com ela, nos conscientizamos das milhares de escolhas que fazemos diariamente e que todas elas têm consequências.

A boa educação alimenta a busca pelo aprimoramento, mas também nos leva a aceitar nossas limitações, a ter paciência. Conseguimos entender, sem desespero, que nada ou ninguém será do jeito que idealizamos.

A boa educação ocorre mais com indagações do que afirmações. Ela nos ensina a encontrar as melhores perguntas, que na maioria das vezes têm várias respostas. Essas respostas, por sua vez, são geralmente mais complexas do que imaginávamos.

Compreendemos que conclusões precipitadas e idéias pré-concebidas atrapalham o saber. Ideologias perdem o sentido, nos expomos ao novo e nos tornamos mais tolerantes com o diferente.

Percebemos que os relacionamentos são uma grande fonte de conhecimento. Ao mesmo tempo, a boa educação faz com que melhoremos nossos relacionamentos com nós mesmos, com os outros e com o mundo.

A boa educação inclui a palavra, o sorriso, o carinho, a seriedade e a firmeza; Acontece através de concessões e da imposição de limites; Instrui a questionar corretamente e pensar claramente; Requer e resulta em aproximação.

A boa educação é um processo, um caminho constante e eterno. Vem dos professores, dos pais, amigos e daqueles que não têm nada a ver com a gente. Precisa do olhar, do toque, da mente e do coração.

Observe, indague, reflita e aprenda.

Rafael é educador e neto de Bebel.

Sobre mim, aos quase 31

(ô coisinha difícil falar da gente!)

Nasci e cresci em Brasília, há 30 anos. Pude estudar em ótimas escolas e tenho uma família perfeita (não gosto muito dessa palavra, mas é quase isso). Fui pra a Disney quando tinha 12, pra Chicago com 14 (eu acho) e morei 1 ano no subúrbio de Washington (DC), entre 15 e 16. Com 27, vim pra Nova York fazer um mestrado em gestão da educação. Acabei ficando para o doutorado, em educação internacional e desenvolvimento. Apesar de só conhecer o Brasil e os EUA, tenho vontade de conhecer a Europa, a África, a Austrália, a Nova Zelândia, a China, a Índia, o Japão, o resto da América do Sul, o Vietnã e o Camboja. Também adoro as viagens para dentro da minha cabeça.

Gosto de estar com meus amigos, familiares, pessoas amadas e bater papos-cabeça. Gosto de botecos, de receber gente em casa, de jogar canastra, de cerveja. Já tentei gostar de vinho, mas ainda não consegui. Gosto de praias com coqueiros e com camarão. Pode ser frito ou à milanesa. Gosto de chocolate, sorvete, quase todo tipo de porcaria, mas me forço a ter uma dieta mais saudável. Também me forço a ter uma vida mais saudável. Tento fazer exercícios, musculação ou ioga. Às vezes dá certo. Gosto de ouvir música, toco violão se tem a letra com a partitura (e se não for música muito difícil). Gosto de ler, estudar, ver filmes, mas tenho a memória muito seletiva. Não me lembro do nome dos filmes, músicas ou livros que mais gosto. Na verdade, gosto de surf music e tô aprendendo a gostar de música clássica. Já odiei sertaneja, pagode, rap e funk. Hoje acho que tem hora pra tudo. Já gostei de Metallica. Hoje não dá mais.

Gosto de conhecer gente nova, mas ando meio preguiçoso pra sair. Gosto de dançar, mas não tenho tido muita paciência pra boate, nem Micarê. Pode ser que mude. Acho que a vida acontece em ondas e me esforço pra que elas estejam cada vez mais altas.

Esse sou eu, hoje (acho que eu fico bem sorrindo - só tive uma cárie).