11.3.09

Hacking education: A escola está morta

Sabe esse modelo de escola que eu, você, nossos pais, avós e bisavós (se eles fossem da elite brasileira) participamos? Pois é... ele MOR-REU! Ainda que a escolinha ali da esquina seja a mesma até hoje, as pessoas que pensam a educação do futuro estão decretando, a cada dia, cada evento, cada reunião virtual: esse modelo passou dessa pra melhor, bateu as cachuletas. As secretarias, escolas e gestores que se apoderam do sistema, o professor centralizador do conhecimento, as carteiras enfileiradas que impedem a comunicação entre alunos, a necessidade da aula presencial, da chamada, do horário fixo, a utilização de livros didáticos, alunos vinculados a uma única instituição, a importância dos diplomas, a ideia de universo estável e mecanicista de Newton, as regras metodológicas de Descartes, o determinismo mensurável, a visão fechada de um universo linearmente concebido, toda essa lista de coisas ou já foi dessa pra melhor, ou está em coma profundo (e precisando respirar por máquinas).

Algumas evidências desse falecimento são o paradigma educacional emergente, descrito por Maria Cândida Moraes, a educação interdimensional, do professor Antônio Carlos Gomes da Costa, a corrente de pensadores transdisciplinares, como Maria Melo da Escola do Futuro, e o novo modelo construtivista, interacionista, sociocultural e transcendente que está sendo idealizado e defendido por vários estudiosos. Esse movimento de ruptura com o modelo antigo não acontece só aqui. No último dia 06/03, sexta-feira, a Union Square Ventures organizou uma sessão com pensadores, educadores, investidores e outras lideranças para pensar e discutir ações de ruptura com o modelo de educação atual. De acordo com Fred Wilson, criador do Union Square Ventures, algumas das previsões arriscadas pelo grupo são:

1) Os alunos e os pais controlarão o sistema educacional, incluindo a escolha das escolas, professores, aulas e até o currículo. Isso é o que a internet faz - transfere o controle de instituições para indivíduos, e é o que vai acontecer com a educação também.
2) Formas alternativas de educação (online, em casa, de jovens e adultos, para a vida toda, ...) estão se popularizando, mas esse é apenas o início de uma tendência.
3) Os alunos vão passar a ensinar também. O trabalho cooperativo vai deixar de ser simplesmente voltado para conteúdo e passar a produzir aprendizagem.
4) Credenciais e diplomas serão menos importantes, já que o trabalho dos alunos será disponibilizado e avaliado online (possivelmente através de portfolios).
5) O processo de aprendizagem ocorre de baixo pra cima enquanto o antigo modelo de educação ocorre de cima pra baixo. Teremos mais aprendizado e menos educação formal no futuro.

Para ler mais:
Artigo original do Fred Wilson
A universidade do Planeta Terra (e o auto-didatismo)
Escolas na era da abundância

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Um comentário:

  1. São muitas novidades, mas com certeza verdadeiras. Só não sei quem cuidará dos filhinhos, pois a escola bem ou mal, cuida no horário escolar e tem uma atitude que o mundo precisa, põe limites, poucos, mas põe. O medo da família, hoje, inibe as regras escolares e os limites. O cliente sempre tem razão.

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