30.5.09

Vivendo escolhas, momentos e acontecimentos

Terminei a fase teória do programa de PhD em educação internacional e desenvolvimento da NYU, fiz as provas, defesas e etc e no fim de agosto do ano passado voltei finalmente ao Brasil, para fazer a pesquisa de campo e escrever a tese. Minha escolha natural foi voltar pra Brasília, cidade onde nasci e onde está grande parte de meus familiares e amigos. Tratei de arrumar uma nova casa e comecei a busca por um emprego. Foi nesse momento que a vida me pregou mais uma peça.

Uma amiga querida me avisou sobre uma vaga no Oi Futuro. Vim ao Rio para conhecer algumas pessoas e fazer entrevistas. Uma delas foi com Samara e Maíra. Sabe aqueles raros momentos mágicos que a gente vive e fica depois tentando descrever o que está sentindo? Pois é... Rolou. Saí extasiado com a conversa, o lugar e as pessoas. Ao mesmo tempo, angustiado com a possibilidade de ter de entregar uma casa recém-alugada, rever todo o meu planejamento a curto e médio prazo e avisar amigos e familiares que a minha volta à Brasília duraria muito menos do que havíamos desejado.

Tivemos algumas outras conversas pelo telefone, mas, na verdade, acho que já havia escolhido me casar com o Oi Futuro ao final da entrevista com as duas. Foi lindo! Conheci e trabalhei com pessoas maravilhosas, completamente apaixonadas por aquilo que fazem; Praticamente adotei uma nova área de especialização, partindo de PPPs em educação para o uso de tecnologias da educação; Me senti útil, importante e feliz utilizando o meu conhecimento em colaboração com uma equipe que conseguiu me mostrar o que há de melhor em mim.

O tempo foi passando, passando, eu fui me envolvendo, me envolvendo, até o momento que me deparei com o fato de que não havia a menor possibilidade de continuar trabalhando no ritmo do instituto e fazer tudo o que preciso para terminar a pesquisa e a tese do programa de PhD. E aí... mais um momento necessário de decisão.

Ontem foi o meu último dia como pesquisador full-time do Oi Futuro. O título vai, mas ficam os aprendizados, as lembranças de acontecimentos únicos e, principalmente, as pessoas que continuarão contribuindo pra que eu me torne mais humano e profissional. Registro aqui o meu carinho e o meu eterno agradecimento pela receptividade, paciência e confiança de Samara, Maíra, André, professor Antônio Carlos, Nanda, Zilma, Flavinha, Shirley, Thais, Vivi, Alessandra, Karina e também a todas as pessoas das áreas da cultura, do administrativo, limpeza e segurança do Oi Futuro. Agradeço também a todos os outros excelentes profissionais de organizações, institutos, empresas e governos com quem tive o prazer de aprender e realizar colaborativamente durante esse período.

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Mais agradecimentos

Recebi, nessa última semana, alguns convites especialíssimos. Um deles foi da turma de pedagogia da minha mãe, para ser o paraninfo da turma. Agradeço a Michelle Péret, Juvenília Leite, Rita Laranjeiras, Selma Lourenço, Carla Teixeira, Regina Paggiaro, Karla Pimenta, Ana Luisa Gomes, Daniela Martins e minha mãe pelo convite. Estou muito honrado.

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Novidades tecnológicas

* Os maiores burburinhos da área de tecnologia essa semana se deram com o anúncio de dois grandes lançamentos. 1) O BING, nova ferramenta de busca da Microsoft, promete ser uma ferramente "de decisões" da web semântica e mais inteligente do que o Google (clique para ler um artigo de um blog da Época); 2) O Google Wave, que pretende unificar o email, IM e todas as ferramentas de comunicação na web (clique para ler um artigo do O Globo). A notícia do Wave causou muito mais impacto nas discussões do Twitter.

* O futuro da web promete ser muito mais visual, com uma tonelada de vídeos sendo jogada nas nuves digitais a cada dia. Essa página, por exemplo, apresenta uma lista de mais de 80 vídeos para letramento tecnológico e de novas mídias. Nessa outra página, você pode assistir ao vídeo Us Now (Nós Agora), com legendas em português. Esse vídeo conta a história das redes online que estão desafiando a noção existente de hierarquia. Pela primeira vez, um vídeo inclui as opiniões dos maiores especialistas em governança participativa para descrever o futuro do governo. O vídeo abaixo, da Edutopia, argumenta que simulações virtuais são ferramentas naturais de aprendizagem para a geração de jogadores de vídeo games.




23.5.09

Orgulho que não tem fim

Oi! Estou de volta à cidade maravilhosa. Antes de contar a vocês sobre algumas novas ferramentas tecnológicas para usos educacionais, preciso falar de um orgulho que sinto. Uma das certezas que educadores e pesquisadores compartilham é a da importância do papel da família na formação integral da pessoal, em seu processo de desenvolvimento e sua educação. É claro que comigo não poderia ser diferente. Tudo o que faço, tudo o que sou, devo em grande parte ao amor e suporte da minha família.

No recente Fórum Mundial de Gestão de Empresas Familiares, organizado pela HSM, meu pai foi o único palestrante brasileiro. Ele foi apresentado pelo professor John Davis, autoridade no assunto, líder do programa de educação executiva Families in Business da Harvard Business School e autor do best-seller De geração para geração, como “o melhor vice-presidente executivo que conheço”. (Nota pessoal: eu preciso adicionar que ele é o melhor pai que eu conheço). Nessa página da HSM você pode conhecer um pouco de sua trajetória profissional e nessa outra página você pode ouvir um podcast com ele.

Minha mãe venceu recentemente o medo que tinha de viajar de avião para poder vivenciar, no exterior, algumas vitórias dos filhos. Ela acaba de se aposentar e de se formar no seu primeiro curso universitário. Volta e meia, ela encontra em lugares diversos, pessoas e famílias que expressam sua gratidão pelo seu trabalho. Ela dedicou a maior parte da vida para desenvolver em crianças e jovens o máximo de suas potencialidades. Minha mãe foi professora de maternal à 4a série e está se formando em pedagogia.

Além de ser um filho-coruja, uma das minhas missões de vida é ser um exemplar filho-de-peixe. Para isso, tenho estudado e trabalhado bastante, tentado ter uma postura sempre aberta para novas aprendizagens e ajudado outras pessoas em tudo o que me parece possível e apropriado. Essas são algumas das principais coisas que eles me transmitiram e que já estão dando seus primeiros frutos: no próximo dia 04 de junho (dia do aniversário do meu irmão, Thiago) eu serei um dos palestrantes do Congresso de Tecnologia Educacional Aplicada à Sala de Aula, em Brasília. Vocês podem ler informações sobre a minha palestra aqui. Espero encontrá-los lá!

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Novas ferramentas legais

- Prezi: construa apresentações muito mais interessantes com essa ferramenta. Veja um tutorial bem legal (em inglês) aqui;

- AllofMe: ferramenta para criação de linhas do tempo;

- Templates gratuitos para organização de gráficos;

- Glogster: ferramenta super legal para criação de pôsteres virtuais com fotos, imagens, recados, etc e wikis. Tutorial, em inglês, aqui;

- Página de tecnologia e ciências da computação, vários artigos técnicos interessantes (em português);

- Ideias para a utilização do Second Life na sala de aula: Immersive War Room (em inglês);

- Ferramenta para combinar apresentações de powerpoint, páginas da web, fotos e voz: Flowgram (em inglês);

- Seis regras legais para ajudar na organização do seu tempo (em inglês);

- Desenhe e insira comentários sobre os mapas do Google com o Scribblemaps (em inglês);

- Ferramenta para a criação de games: Sharendipity (em inglês).

Para mais ferramentas úteis, cheque a minha página no Twitter. Siga também o @russeltarr, que tem sempre zilhões de dicas muuuuito legais.

Até mais!!!

16.5.09

Já já eu volto



Oi, pessoal!

Estou em Chicago pra formatura da Maria (minha irmã). Na 2a, vou pra NYC pra formatura da Momô (minha Momô), reuniões na NYU e uma conferência sobre a Web 3.0. Volto ao Brasil na 5a e prometo publicar um texto aqui o mais rápido possível, OK?

Cheers!

11.5.09

Recursos que você PRECISA conhecer

Lista de mais blogs, vídeos, páginas da Delicious e outras coisas essenciais pra educadores:

#blogs

Blog da mobilização da família pela educação de qualidade - indicação da professora Linda, assessora do ministro Haddad

Blog da Nanda Sarmento (@nanda_sarmento, Oi Futuro) sobre cultura e educação digital. Seu último texto fala sobre jogos para redes sociais

Blog do Silvio Meira (@srlm), com várias notícias sobre tecnologia, internet e games. Seu último texto fala da olimpíada virtual de jogos educacionais, que vai acontecer em Pernambuco

Blog sobre o uso educacional do Orkut, por alunos de especialização em TICs da UFRGS - via @Prigon (Cenpec)

Blog do Simon Schwartzman (Iets) com várias notícias, análises e recursos relacionados à educação. Seu último texto faz referência a uma notícia do New York Times, descrevendo "o milagre do Harlem" - como várias escolas charter estão melhorando MUITO o desempenho dos alunos e fechando o gap racial

Blog com recursos para a integração de tecnologia na sala de aula - via @JasonFlom _ing

Blog do Mr. Warner (@markw29), que tem compartilhado planos de aula sobre a utilização de games em suas aulas _ing

Blog "Ensinar como uma atividade dinâmica" com mais textos excelentes de integração tecnológica _ing

#videos

Eu sei que já coloquei esse vídeo aqui, mas ele é tão demais que merece ser publicado novamente - e achei uma versão com legendas em português. Acho que ele transmite a dimensão exata da revolução do conhecimento que está começando



Vídeo da
@rosana (Querido Leitor) para os novatos no Twitter

Vídeos sobre como a linguagem, a leitura e a escrita têm sido modificados pela web _ing
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Vídeo com Howard Gardner falando de inteligências múltiplas _ing

Vídeo com Larry Huston falando sobre "open innovation" _ing

#outros

Artigos que falam sobre a aprendizagem em uma cultura participativa, produzidos em parceria com o
MIT Project New Media Literacies

Minha página no Delicious

Outras páginas no Delicious:
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2

Paro por aqui. Para muuuuitas outras novidades, chequem a minha página no Twitter.

Bom resto de semana pra todo mundo! :)

5.5.09

Aula de ruptura

Pesquisas atuais mostram que, em aproximadamente 10 anos, a maioria das aulas será online e os alunos trocarão os livros didáticos por conteúdos digitais, como está acontecendo com jornais e revistas. Softwares estão sendo criados para auxiliar no ensino de conteúdos formais, como algebra. Uma pesquisa da NYU conclui que os alunos que aprenderam com o software, ao invés de com a aula presencial, obtem resultados 20% superiores. Escolas inovadoras estão utilizando celulares para enviar notícias, resumos de aulas e desafios surpresa, motivando a participação dos alunos nas aulas e na vida escolar.

Há algum tempo, os sistemas educacionais no mundo convergem para um modelo parecido e apresentam problemas semelhantes: a difícil penetração de novas tecnologias, o conservadorismo de professores e gestores, a desmotivação dos alunos, a politização excessiva de sindicatos, universidades e professores, a falta de infra-estrutura adequada, etc. Em qualquer país do mundo, há a escola como um prédio quadrado, dividido em salas de aula, que são centralizadas nos professores. O livro Disrupting Class, de Clayton M. Christensen, argumenta que o processo de busca por soluções para a educação não é eficiente se começamos olhando para os problemas atuais.

O autor apresenta ideias retiradas de pesquisas onde a inovação funcionou nos setores industriais e empresariais e defende a "inovação de ruptura", uma maneira completamente nova de oferecer soluções, sem a competição direta com grandes concorrentes. Por exemplo: o mercado de computadores pessoais cresceu porque as vendas vieram de pessoas que ainda não consumiam esse produto, ao invés de pessoas que já consumiam um produto semelhante. O livro apresenta vários paralelos entre exemplos da indústria e como ele poderia ser aplicado na educação.

Christensen acredita que a maior necessidade na educação é a personalização do processo, a criação de um serviço que seja realmente centralizado no e personalizado para o aluno, de acordo com o seu estilo de aprendizagem, as suas inteligências, os seus interesses e circunstâncias. O livro não apresenta uma resposta muito clara de como exatamente solucionar o problema, mas dá uma série de dicas para que algum progresso seja possível. Uma das dicas é que a apresentação de informações pode ser customizada por computadores e softwares que avaliem constantemente a forma como o aluno aprende e apresente informações e exercícios de acordo com o resultado dessas avaliações. O ensino baseado em computadores é muito mais customizável aos diferentes estilos e ritmos dos alunos. Se hoje os alunos têm dificuldade de aprender algum tipo de conteúdo, habilidade ou competência, não é porque não são inteligentes, mas porque o sistema monolítico de apresentação de informações não é consonante com a forma como os seus cérebros funcionam.

Outra discussão apresentada no livro é: por que a utilização das TICs na educação ainda não apresenta resultados concretos mesmo depois de um enorme investimento? Porque as TICs são introduzidas em um sistema antigo e conservador, onde o professor centraliza as informações e a forma como as aulas acontecem, o que inibe qualquer tipo de inovação real. Uma possibilidade interessante é que um software futuro consiga desenvolver habilidades e competências relacionadas ao auto-didatismo, não competindo com as orientações do professor, o que significaria que o professor, o livro, o software, a internet, entre outros, seriam ferramentas à disposição dos alunos para que eles aprendessem o que precisam da forma e no ritmo que gostam/podem aprender.

A figura acima ilustra o que acontece hoje: a padronização ainda dita a forma como as matérias são ensinadas e o professor controla todo o processo, utilizando uma abordagem para ensinar um currículo genérico para todos na sala ao mesmo tempo.

A figura abaixo ilustra a sala de aula do futuro, centrada no aluno. Esse modelo utiliza o professor como facilitador, que resolve os problemas e oferece apoio. O foco desse professor "flutuante" é servir aos alunos de forma individual, enquanto eles aprendem em seus próprios ritmos. Chegando lá: Enquanto os acadêmicos discutem classificações específicas, a próxima geração da educação precisa acomodar o vasto espectro de tipos de aprendizagem. Software gerado pelo usuário: Enquanto os alunos utilizam ferramentas de cursos online, eles podem customizá-los para outros alunos. Eles podem até dar feedback e incluir um rating (1 a 5 estrelas) para seus colegas.

Numa sala de aula do futuro, os alunos estão aprendendo gramática chinesa. Os alunos usam headphones que cancelam o barulho e trabalham com seus laptops. Um aluno está dirigindo a construção de uma parede, com tijolos em sua tela. Cada tijolo representa uma palavra e tem uma cor que indica a possível posição da palavra na frase. Quando os tijolos são colocados na ordem correta, a fonética da frase aparece e o aluno escuta a pronúncia. O aluno então trabalha a pronúncia da frase e a parede sacode enquanto a pronúncia não está perfeita. Outro aluno na mesma sala está aprendendo a mesma coisa, mas com um programa diferente, de jogo de memória. Outros aprendem o mesmo conteúdo, mas com música, ou com outras formas que são customizadas para os seus estilos de aprendizagem.

Essa visão não é nova, várias pessoas já a idealizaram, de formas diversas: alunos contribuem em processos de aprendizagem interativa com computadores, celulares e outros aparelhos; professores caminham pela sala como facilitadores e orientadores pessoais; os alunos são motivados e interessados. Apesar disso, a sala de aula de hoje não é muito diferente da sala de aula de 30 anos atrás, com exceção de algumas mudanças como lousas digitais e computadores no final das salas. Simplesmente investir em tecnologia de ponta não trará resultandos. Muitos softwares já existem, mas eles não foram muito utilizados nas aulas e, quando usados, não transformaram a essência do processo de aprendizagem. O instinto natural de qualquer organização é frear inovações através da tentativa de se adaptar o novo ao que já existe, com o intuito de sustentar modelos anteriores. Isso é perfeitamente previsível, perfeitamente lógico e perfeitamente errado.

A chave para a transformação da sala de aula com tecnologia é como ela será implementada. Precisamos começar a inovação através de uma ruptura, não para competir com paradigmas existentes e servir clientes atuais, para para conquistar aqueles que não estão sendo servidos, chamandos de não-consumidores. Dessa maneira, tudo o que uma nova abordagem tem de fazer é ser melhor do que a alternativa, que não existe. Em todo mercado, há duas trajetórias: a velocidade em que a tecnologia melhora e a velocidade em que o consumidr pode utilizar a melhoria. As necessidades dos consumidores tende a ser estável, enquanto que a tecnologia melhora muito mais rapidamente. Como resultado, produtos e serviços que inicialmente não são bons o suficiente para um consumidor típico geralmente melhoram e agregam mais ferramentas e funções que o consumidor pode usar.

Inovações sustentáveis são aquelas que sustentam a trajetória de liderança de uma empresa em uma indústria. Algumas representam grandes mudanças, enquanto outras são rotineiras. Aviões ou computadores mais rápidos, televisores com imagens mais nítidas são inovações sustentáveis. Raramente encontramos inovações de ruptura, que não sustentam a liderança de uma empresa no mercado original, mas que rompem a trajetória, oferecendo um produto ou serviço que na verdade não é tão bom como aquele que a empresa já tem. Já que ele não é tão bom, os consumidores não podem usá-lo. Ao invés disso, a inovação de ruptura beneficia as pessoas que, por uma razão ou outra, não têm condições de consumir o produto original. Essas pessoas são os não-consumidores. Inovações de ruptura são geralmente mais simples e baratas do que produtos existentes. Isso possibilita a sua penetração em novos mercados. Pouco a pouco, a previsibilidade dos rompimentos melhora e as inovações de ruptura se tornam boas o suficiente para lidar com problemas mais complexos e substituem a velha maneira de se fazer as coisas.

Para implementar aprendizagem baseada em computadores, de uma forma que transforme a aula em uma que seja centrada no aluno, devemos primeiro entender o rompimento. Colocar computadores no final das salar ou em laboratórios como ferramenta para o modelo de aula atual ou numa matéria não vai funcionar. Ao invés disso, devemos encontrar áreas de não-consumo para oferecer aprendizagem baseada em computadores onde ela não seja impelida por processos educacionais já existentes. Quando estiverem funcionando nessas áreas e se enraizarem, vão começar a melhorar e transformar a forma como os alunos aprendem.

O que esse modelo significa para educação? Para que a aprendizagem baseada em computadores possa trazer uma transformação de ruptura, ela deve ser implementada onde a alternativa é nenhuma educação. Há muitas áreas possíveis de não-consumo onde esse método já está acontecendo. Por exemplo, aulas online já estão sendo oferecidas para cursos avançados que muitas escolas não podem oferecer, ou escolas pequenas, rurais ou urbanas que não podem oferecer uma diversidade de cursos, em aulas de recuperação para alunos que repetiram de ano, com alunos que estudam em casa e aqueles que não podem frequentar a escola por causa de sua rotina de trabalho ou para aqueles que simplesmente precisam de ajuda.

Apesar da aprendizagem baseada em computadores estar na sua infância, aulas que seguem esse modelo têm vantagens tecnológicas e econômicas sobre o modelo de escola tradicional e estão crescendo e melhorando rapidamente. Além de facilitar a acessibilidade para alunos que não podem fazer os cursos, esse modelo também facilita o ganho de qualidade. Enquanto o modelo cresce, os custos caem. Nos Estados Unidos, já custa menos, em média, educar um aluno online do que educá-lo através do modelo monolítico. Além disso, com o passar do tempo, a aprendizagem baseada em computadores deve se tornar mais motivante e individualizada para atingir tipos diferentes de alunos - os desenvolvedores de softwares podem se apoderar do meio para customizá-lo em diferentes caminhos de aprendizagem para diferentes alunos.

Acreditamos que haverá um segundo estágio para essa ruptura que possibilitará aos usuários eles mesmos criarem seus módulos de softwares de aprendizagem. Um aluno que tenha dificuldade com um conceito específico, ou seu pai ou professor, poderá encontrar uma solução desenvolvida por outro aluno, pai ou professor para esse desafio específico. Pais e professores poderão diagnosticar porque alunos têm dificuldade em aprender algo e encontrar softwares customizados que já ajudaram outros alunos com as mesmas dificuldades e com o mesmo estilo de aprendizagem. A razão pela qual nós não progredimos nesse caminho não está relacionada à tecnologia. Está relacionado com como a tecnologia tem sido implementada. A aplicação de uma abordagem de ruptura apresenta um caminho promissor para a visão de uma sala de aula completamente transformada.

Texto com tradução livre e adaptado de:
Vídeo do autor Clayton M. Christensen falando sobre o livro
Blog do Christensen
Artigo de Christensen no Edutopia
Artigo sobre o que Christensen fala em relação a inovação na educação

3.5.09

Novidades da semana!

- Imperdível! Essas é a apresentação sobre criatividade mais legal que eu já vi (em inglês):

- Via @ncara Vários recursos interessantes da web 2.0 para a educação e muita informação sobre habilidades do século 21 _ing

- Via @DeLuca Já ouviu falar no Wolfram Alfa? Ele já vem sendo considerado como o Santo Graal da Web, por sua habilidade de olhar dentro de fontes de dados que não podem ser facilmente rastreados e fornecer respostas a partir delas. Leia o texto todo do blog da Cristina aqui. _port

- Via @rww Excelente texto para empreendedores, sobre o conceito de "compound interest", que Einstein chamou de "a maior descoberta matemática de todos os tempos. _ing

- Via
@chadratliff Esse texto examina 7 processos envolvidos na motivação dos educandos. _ing

- Via
@mashable Lista dos melhores vídeos do YouTube de todos os tempos. Inclui esse daí, que é uma comédia e eu nunca tinha visto!


- Via @Twitter_Tips Mais uma experiência de utilização do Twitter em sala de aula. _ing

- Via
@maumota Excelente artigo do Henry Jenkins sobre aprendizagem e novas mídias. _ing

- Via
@markw29 Ótima explicação da utilização de um game (Myst) para o desenvolvimento de competências relacionadas à literatura e escrita. _ing

- Via
@russeltarr O site BitStrips possibilita a criação de cartoons animados online.

- Via
@g1tecnologia Artigo: Game na web ensina universitários a enfrentar a recessão. _port

- Via @editoracontexto Artigo: Proibição de celulares nas escolas: você concorda? (Eu não! Mas no futuro vou escrever um texto sobre isso). _port

- Via @ncara Netsmartz: Página muito legal com atividades para baixar sobre segurança na internet. Com versões em inglês e espanhol.

- Via @uol_tecnologia Artigo: Como aprender instrumentos musicais pela web. _port

- Via @russeltarr A página Ideas to Inspire inclui uma coleção de apresentações colaborativas com inúmeras ideias para atividades interessantes. _ing

- Via @joaomattar Entrevista (do próprio) sobre o #7senaed (Seminário Nacional de Educação a Distância) à Revista TIC Brasil. _port

- Via @BlogdoNoblat Artigo: Demanda por leitura aumenta no Brasil. _port

- Via Greenbush Labs Blog Matéria da CNN (ing) sobre uma pesquisa da Intel para a criação de um produtor de matéria que pode transformar suas formas, cores, etc, dependendo da necessidade:

Bom, acho que já tem coisas demais por aqui, né? Se você quiser links para outros artigos, páginas e vídeos interessantes, é só me seguir e explorar meus tweets passados no Twitter (@rafael_parente).

Boa semana pra todo mundo!