12.10.11

Escolas de Ensino Fundamental II: uma comparação simples entre as intenções da Cidade de Nova York e os Ginásios Cariocas do Rio de Janeiro

No dia 22/09 foi publicado um artigo meu no blog "Educação Nota 10" - uma parceria nossa com o jornal O Globo - fazendo uma comparação sobre os planos do novo Secretário de Educação de Nova York e o que estamos fazendo no Rio de Janeiro.

Em Nova York e no Rio de Janeiro, os educadores parecem concordar sobre os motivos pelos quais os alunos de 6º a 9º anos enfrentam dificuldades de aprendizagem. Adaptando as palavras do Secretário de Educação de Nova York*, os jovens entre 11 e 14 anos passam por mudanças hormonais na transição para e durante a adolescência. Começam a sentir emoções mais fortes e variáveis, podendo ter suas primeiras paixões e decepções amorosas. Deixam o ambiente acolhedor de uma professora (ou tia) para terem vários(as) professores(as). Passam a ser mais um número na lista da chamada, com menos atenção de seus professores. Mais crescidos, têm também menos atenção dos pais e de outros adultos influentes.
Enquanto aqueles com melhor bagagem cultural conseguem se adaptar razoavelmente bem, se tornando mais criativos e autônomos, outros se sentem isolados e ficam mais introvertidos. Lá, como aqui, as escolas do Fundamental II estão repletas de desafios, mas também de oportunidades.
O Secretário Dennis Walcott, que tomou posse recentemente, identificou cinco características de boas escolas novaiorquinas desse segmento:
1)    Elas priorizam o ensino da língua, expondo alunos a tipos variados de textos e livros e lhes ajudando a desenvolver habilidades críticas de compreensão da leitura. Forçam os alunos a escreverem mais do que suas opiniões sobre os textos e pedem que eles desenvolvam argumentos sólidos sobre personagens, temas e debates.
2)    Elas são lideradas por pessoas competentes que criam seus times, elaboram uma missão comum e um plano estratégico a ser implementado em alguns anos. A direção dessas escolas é exigente e tem altas expectativas quanto ao trabalho de professores e alunos, comunicando claramente uma visão para a escola e encorajando o máximo de colaboração entre os educadores.
3)    Elas têm professores que trabalham com união e se responsabilizam pela aprendizagem dos alunos. Para isso, os professores têm oportunidades de discutir o desempenho acadêmico dos alunos e de compartilhar ideias sobre como ajudá-los a melhorar.
4)    Elas criam culturas coesas, ambientes disciplinados e rotinas acadêmicas. Os alunos sabem exatamente que tipo de comportamento é esperado. Valores positivos, o desenvolvimento emocional e o amor pela aprendizagem por toda a vida também são ensinados.
5)    Elas se aproximam bastante de seus alunos e trabalham em parceria com as famílias. Os alunos podem chegar de escolas diferentes, não conhecem os professores e não se sentem “em casa”. Há, com frequência, o entendimento de que esses anos são apenas um período de transição entre a infância e o período adulto e as famílias não precisam estar tão próximas da vida dos alunos. As melhores escolas fazem todo o possível para criar uma conexão com as famílias. Em algumas, os professores fazem visitas antes do começo do ano. Em outras, há várias reuniões para familiares, quando os próprios alunos lideram as discussões e cobram a participação de seus pais.
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