12.9.13

Você realmente sabe o que é verdadeiro na internet???

No começo do mês, a revista Exame publicou, em sua página oline, um artigo que dizia que "estudantes criam garrafa que converte água do mar em potável". Poucos dias depois, o mundo inteiro compartilhou um vídeo de uma suposta garota que tenta fazer uma dança sensual e acaba sofrendo um acidente, quebrando uma mesa de centro e suas roupas pegando fogo.

Mas... SURPRESA! Tanto a notícia quanto o vídeo não correspondem à realidade! A garrafa era somente um protótipo para um concurso de design. Apesar de nós já termos a tecnologia necessária para transformar água do mar em potável, ainda estamos longe de uma tecnologia avançada que funcionaria numa pequena garrafa. O vídeo foi criado por um programa de TV americano como uma pegadinha mesmo. A intenção do programa era testar o quanto as pessoas acreditariam que o vídeo era verdadeiro. Depois de algum tempo, o programa divulgou o vídeo completo e vemos que tudo não passou de uma brincadeira:





Qual a moral da história? Com a quantidade de novas informações que recebemos todos os dias por email, redes sociais e telefones celulares, está cada vez mais difícil saber o que é, de fato, verdadeiro. E a tendência é piorar... Quantos de nós já não compartilhamos essas correntes, notícias sobre alimentos que curam, ou notícias sobre privacidade nas redes sociais? Há alguns meses um texto satirizando essa última questão e eu compartilhei no Facebook:

"O Facebook contratou a Fada do Dente para procurar usuários que não escovam os dentes antes de dormir. Se isso acontecer com você, um duende perneta te ligará à cobrar de um reino tão tão distante e pegará o número do seu cartão de crédito e o Facebook lhe cobrará uma taxa de R$ 5,00. E isso não é tudo! Uma vez que isso ocorra, seu nome será removido automaticamente das listas de presente do Papai Noel e do Coelho da Páscoa! Se você NÃO concorda com isso, compartilhe no seu mural, dê três pulinhos, gire feito bayblade por 10 minutos e pare com um pé só sem cair.Ah! E quando fizer um novo LOGIN no Facebook, pare para ler a informação que diz: O FACEBOOK É GRATUITO E SEMPRE SERÁ."

Pessoal, essa mensagem (e versões) estão pipocando por aí, satirizando todas as falsas mensagens criadas e compartilhadas não só no FB, mas em outras redes sociais e por email. Fica a lição da gente desconfiar sempre do que lemos na internet (inclusive de mensagens relacionadas à saúde ou religiões). Sempre que algo parecer errado, dê uma googlada nas palavras chave e busque versões diferentes da mesma informação. Para os educadores, é super importante ensinar nossos alunos sobre isso para que eles também desenvolvam esses hábitos"


3.9.13

Sobre a importância das avaliações externas

É claro que as liberdades de expressão e de imprensa são pré-requisitos para qualquer democracia. Mas as críticas, quando feitas com descuido e sem embasamento, causam um enorme desserviço. Refiro-me, hoje, aos artigos nos Jornal O Dia e Jornal do Brasil que criticam a contratação de uma empresa para a aplicação de avaliações externas. São tão superficiais que chegam a ser medíocres. É essencial compreender a fundo uma questão para conseguir criticá-la com legitimidade.

Que tal lermos um pouco sobre a importância e a necessidade das avaliações? Por que os itens precisam ser muito bem produzidos, pré-testados e calibrados? Por que a prova precisa seguir a TRI (Teoria de Resposta ao Item)? Por que precisamos de avaliadores externos ao invés da aplicação pelos próprios professores? Como essas aplicações auxiliam a melhorar a educação pública? Por que boa parte das secretarias de educação no Brasil usa avaliações externas? Tudo isso pode ser justificado, quando se tem um pouco de boa vontade para aprender outras versões.

Fica o meu apelo, novamente, para refletirmos e abraçarmos a complexidade do que vivemos, dialogando e buscando aprofundar nossos conhecimentos. Deixo, abaixo, alguns links que podem ajudar a entender melhor sobre o assunto:











Links para os artigos:

18.8.13

Buscando a reflexão e o diálogo

Essa é uma mensagem para Professoras e Professores do Rio, um pedido para que não deixem de refletir e dialogar. Quero deixar minha opinião sincera aqui, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. Sei que o texto é longo, mas, quem tiver paciência e quiser conversar sobre o assunto, estou sempre à disposição, virtualmente ou presencialmente. E quem quiser deixar comentários, faço um único pedido: vamos conversar com respeito e educação ;)

Primeiro, todo mundo sabe que o país PRECISA priorizar a educação pública por uma série de razões. A mais importante, na minha opinião, é que o futuro dos brasileirinhos precisa de educação de qualidade para que eles possam desenvolver todo o seu potencial e se transformar em cidadãos críticos, autônomos, solidários e competentes. Todo mundo também sabe que, para termos uma educação pública de qualidade, PRECISAMOS melhorar salários, escolas, condições de trabalho, desenvolvimento profissional, planos de carreira e precisamos reconhecer essa profissão como a mais importante de todas. 

Aqui no Rio não é diferente. Acompanho de perto o que acontece dentro da gestão e testemunho a batalha pra se fazer mais e melhor todos os dias. Nas escolas, nas CREs, no nível central, estão todos "matando um leão por dia" pra conseguir que as coisas aconteçam da melhor forma possível. Acredito, sinceramente, que a Secretária faz o máximo que pode para reconhecer, auxiliar e melhorar o que acontece na rede, para os alunos, em primeiro lugar, e para os profissionais, em segundo. Nós queremos tudo aquilo que eu descrevi ali em cima. Mas existe uma distância grande entre o que a gente quer e o que a gente consegue/pode fazer nesse contexto, como em vários outros contextos da vida. 

Todo mundo concorda que o salário inicial está longe do ideal. Ainda assim, o piso da cidade do Rio de Janeiro está entre os 3 melhores das capitais brasileiras (http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/08/1325538-fora-da-lei-11-capitais-negam-tempo-livre-a-professores.shtml). Compreendo que o Rio é uma das cidades mais caras do mundo e que precisamos pensar em alternativas. Por outro lado, a única capital que tem uma rede quase tão grande quanto a nossa é São Paulo, uma cidade também muito cara, com um orçamento maior e que tem salários mais baixos do que os do Rio. Eu não quero dizer que o salário está bom, mas que, num contexto desses, é sensato acreditar que o piso possa estar próximo ao que é viável no orçamento.

Além disso, temos um monte de leis que aparecem, mas nossos legisladores por vezes não param pra analisar a situação com o cuidado que ela requer. Temos, por exemplo, a lei do 1/3: os professores têm direito a 1/3 da jornada fora da sala de aula para atividades diversas. O Conselho Nacional de Educação acabou de concluir que sim, as redes têm de cumprir a lei, mas podem cumprir gradualmente. Por que decidiu assim? Porque a lei acarreta uma loucura de reorganização de horários, contratações de mais professores e aumento da folha de pagamento. Não há uma rede razoavelmente grande que não tenha dificuldades pra aplicar a lei em sua integralidade e rapidamente.

Além dessa lei, a rede municipal ainda precisa obedecer a outras: precisa aumentar o número de vagas em creche, universalizar a educação infantil, resolver o problema do calor nas salas de aula e levar todas as escolas a funcionarem em turno único até 2020. Eu queria que alguém me explicasse que mágica será usada para conseguir fazer isso tudo com o orçamento que temos hoje. A conta simplesmente não fecha! Precisamos lembrar que não estamos falando só na construção de creches e escolas, mas na contratação de mais profissionais para creches, escolas, cozinhas, secretarias, etc... Estamos falando também de todo o material, todos os equipamentos essenciais para o funcionamento da unidade.

Com relação à infra das escolas, é claro para todos que temos problemas bem sérios a serem resolvidos. Temos limites no SDP, que é o dinheiro que vai para as escolas fazerem pequenas manutenções. Alguns casos precisam de reforma mesmo, não apenas de manutenções. Um grande obstáculo é que a mesma estrutura é usada para reformar escolas e para construir mais creches e escolas. Então, se você decide construir mais unidades, você acaba prejudicando a rapidez com que poderia fazer reformas. Isso sem contar com a nossa dependência das empresas, que muitas vezes não cumprem os prazos estabelecidos em contratos. É o caso, por exemplo, das revisões elétricas da Light e da instalação de links da Embratel. Vemos que não estou falando de empresas pequenas.

Há uma crítica também contra a meritocracia e contra os instrumentos de gestão. As mesmas pessoas que fazem essa crítica, aplicam a meritocracia com nossos alunos. Aqueles que se dedicam mais, estudam e aprendem, passam de ano. Aqueles que não chegam ao mínimo esperado são reprovados. E quase tudo na vida é assim. Se você estuda, trabalha, se dedica, você passa em concursos, é promovido, recebe mais reconhecimento. Se uma grande reclamação dos professores é sobre a falta de reconhecimento, a crítica à meritocracia e a premiação não deixa de ser uma contradição. Por outro lado, concordo que as regras para premiação podem ser aperfeiçoadas, como tem acontecido nos últimos anos. 

Outras críticas que considero um tanto insensatas se referem à autonomia dos profissionais e os instrumentos da gestão. Para se administrar qualquer coisa, uma casa, por exemplo, precisamos ter ferramentas, procedimentos e dados. O objetivo dos dados é retratar a realidade de forma sucinta para que novas ações sejam planejadas. É claro que a análise qualitativa da realidade também é super importante, inclusive no nosso contexto, mas não há como se administrar a rede sem olhar para os números e sem ter ferramentas e procedimentos padronizados. Essas ferramentas e procedimentos (no nosso caso o currículo, as provas e os materiais de auxílio) são essenciais para que a gente consiga enxergar as escolas que estão conseguindo cumprir bem o seu papel e aquelas que precisam da nossa ajuda, que será diferente e customizada, dependendo do contexto.

Com relação à decisão da prefeitura de cortar o ponto e demitir os professores grevistas que estão em estágio probatório, ainda não houve (até onde eu sei) o pedido da prefeitura para que a greve fosse julgada legal ou ilegal e, portanto, existe realmente esse risco. O sindicato solicitou uma antecipação de tutela, ou seja, para que um juiz proibisse a prefeitura de fazer esse tipo de coisa, mas o pedido foi negado (https://docs.google.com/document/d/1nOdu-aTHDJoLHKUMO1lNxxIKpQFn_5ox4HH09UMyMmA/edit) O juiz diz que os grevistas "devem abraçar os riscos inerentes ao ato, como o corte de ponto e outras sansões, como qualquer trabalhador". Acredito que cada um deva ter o direito de escolher aderir à greve ou não e acho que a coerção, de qualquer lado, precisa parar. A greve precisa ser reconhecida por todos como um direito constitucional, mas não é certo ameaçar ou chamar colegas que resolvem não aderir de covardes.

Para finalizar, acredito que um enorme ganho nesse momento seria um bom plano de carreira para todos os funcionários da rede. Sei que ele não será nem o que quer o sindicato nem o que quer a prefeitura. Deve-se haver uma negociação e um diálogo respeitosos para que consigamos chegar ao melhor plano possível, dentro dos limites legais (lei de responsabilidade fiscal) e orçamentários. Creio que podemos chegar a um novo plano que represente ganhos importantes e reais. Apesar de ser um direito, a greve prejudica a todos: alunos, famílias, professores, funcionários e gestores e precisamos entendê-la como um mal que pode ser às vezes necessário, mas que ninguém deve abandonar a reflexão, a sensatez e o diálogo. 

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Tréplicas rs  ;)

Respeito a opinião de todos, mas há alguns comentários que distorcem o que escrevi. 

- Quem quer dialogar não precisa atacar o outro lado pessoalmente, o que é honesto, maduro e inteligente é expressar argumentos convincentes ao invés de buscar desqualificar e agredir;- O salário inicial do Rio, com tickets e benefícios é o melhor entre todas as CAPITAIS, esse é um fato -- em nenhum momento falei de outras cidades, mas das capitais dos estados, que têm redes maiores;- Não questionei a importância do horário do planejamento, mas argumentei que a lei precisa ser cumprida gradualmente. Basta ver as novas aulas no 1o segmento para que os PII tenham pelo menos parte do 1/3;- Não se pode comparar a realidade carioca com a finlandesa. Continuo dizendo que as provas e os materiais são essenciais nesse momento, para a gestão e para garantir a equidade;- Sobre meritocracia, continuo acreditando que os mais comprometidos precisam ser reconhecidos, inclusive financeiramente;- Provas bimestrais e provas externas são instrumentos diferentes com objetivos diferentes. Não argumento que as escolas, contextos, etc, são iguais, mas que há que se garantir equidade;- As apostilas (como as aulas digitais) são instrumentos importantes de apoio e não são de uso obrigatório;- Faço parte da gestão do Rio e compreendo que podemos errar e nos exceder em alguns momentos. 


Finalmente, continuo afirmando: escrevi o texto com o máximo de sinceridade possível e não acredito que agressões possam ajudar de alguma forma na busca por soluções. 




25.7.13

Por que nós REALMENTE precisamos investir 10% do PIB em educação

Como eu REALMENTE acredito nisso, decidi escrever um texto expondo os meus pontos. Boa parte da comparação com outros países não faz o menor sentido por conta de diferenças históricas, sociais e econômicas.  

1. Essencialmente, educação de qualidade custa caro. As melhores escolas têm custos altíssimos e, quando particulares, repassam esses custos para as mensalidades.

2. A grande maioria das pessoas fazem escolhas racionais de que carreira seguir e, obviamente, levam em consideração a remuneração, as condições de trabalho e possibilidades futuras na carreira. Atualmente, não só temos um problema para recrutar talentos, mas também um problema de retenção. É grande o número de professores que abandona as redes públicas por outras oportunidades. Precisamos de remuneração, planos de carreira e condições de trabalho “padrão FIFA” para a atração e retenção de professores, diretores e funcionários motivados e comprometidos.

3. O estado da infraestrutura impacta na condição de trabalho, na saúde e no rendimento de professores e alunos e, finalmente, na qualidade da educação. Muitas escolas, em todas as redes do país, têm problemas (muitas vezes bem graves) de infraestrutura. A manutenção das escolas também não é barata. Esse tipo de custo, ainda muito alto no Brasil, é muito menor em outros países da OCDE.

4. As escolas precisam ter quadros completos, com direção, coordenação e orientação pedagógica, secretaria e pessoal de apoio para a limpeza, cozinha, ordem e disciplina. Essa não é a realidade na grande maioria das escolas no país, mas é realidade na maioria dos países desenvolvidos.

5. Não temos creches, escolas de educação infantil ou universidades suficientes no país e estamos muito longe de suprir a demanda. É preciso lembrar que há custos de construção e de folha de pessoal para ocupar as novas unidades e o custo das vagas em creches e universidades são bem altos.

6. As escolas precisam ser bem equipadas (laboratórios, bibliotecas, internet wireless, enfermaria, etc) e os professores precisam passar por um bom processo de desenvolvimento profissional em serviço. Quanto melhores são os equipamentos e os cursos, maiores são os custos.

7. Houve um atraso histórico no investimento em educação pública no Brasil, que pode ser comprovado quando comparamos a porcentagem da população que pôde frequentar escolas e universidades públicas desde o início do século passado. Essa demora em levar crianças e jovens para a escola é comprovada mesmo quando nos comparamos com os países mais pobres da América Latina. Isso significa que ainda temos vários custos que outros países já não têm mais.

8. A má gestão do dinheiro público não deve ser usada como argumento contrário e também pode ser combatida com mais recursos. Podemos, por exemplo, criar novos sistemas de avaliação de custos x benefícios, pesquisar mais sobre como inovar e melhorar nossa educação e exigir a formação (inicial e em serviço) de secretários de educação. Precisamos investir mais, inclusive na melhoria da gestão.

9. Vários pesquisadores e gestores defendem que precisamos investir na educação integral. Para que o dia letivo de todos os alunos passe a ter 7 ou 8 horas, as redes precisariam quase que duplicar o número de escolas, professores e funcionários.

10. Não há investimento melhor do que na educação pública. Só ela pode garantir que o futuro do país será REALMENTE melhor, com menos problemas de saúde, violência, empregabilidade, desperdício de talentos, moradia, etc.

19.5.13

Em defesa do trabalho dos Professores da SME Rio


Pessoal, quero fazer uma defesa sincera e apaixonada dos Professores da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e do trabalho que eles fazem na autoria de apostilas, livros e aulas digitais.

Conheço bem uma grande parte desses Professores e sei que são profissionais comprometidos, dedicados e que muitas vezes abrem mão de horas de lazer, finais de semana e feriados para conseguirem executar um trabalho de qualidade. Acompanho, com alguma proximidade, esse trabalho de produção, revisão e publicação, encabeçado por Professoras de competência inquestionável, como a Maria De Nazareth (Vovó Naza), a Maria De Fátima e a Ana Veneno. É lógico que, porque somos seres humanos (apesar de robôs e máquinas também falharem), as apostilas, as aulas digitais e os artigos do Rioeduca nunca chegarão a um estado de perfeição. E nenhum livro, de nenhuma editora, tampouco.

Mas nós decidimos apostar no empoderamento e na co-criação, com uma rede que é mega criativa e que gosta de por a mão na massa. As apostilas, as provas e as aulas digitais estão à disposição online, via Rioeduca Net e intranet e recebem críticas e comentários de toda a rede.

Por conta de um problema na hora da formatação de uma tabela, vários canais da mídia estão noticiando um erro das capitais dos estados do nordeste, mas há também muita inverdade sendo veiculada. As apostilas e as aulas digitais não substituem os livros didáticos, a não ser nos três primeiros anos, quando temos o nosso próprio livro e o Pé de Vento, complementando e sendo recursos adicionais à disposição dos professores. Para a quantidade de apostilas, anos, alunos, escolas, o número e a frequência de problemas são ínfimos. Em sala de aula, cada professor continua, com autonomia, decidindo qual as melhores estratégias pedagógicas para cada grupo de alunos.

É um trabalho sério, competente e lindo, que não vamos e não podemos parar. Peço a ajuda de todos nessa defesa contra os argumentos radicais e as inverdades que estão sendo publicadas. Obrigado!!!

26.1.13

O GENTE já repercute

A primeira escola piloto do GENTE ainda nem foi lançada e a repercussão e as expectativas já são enormes!

O Porvir publicou um artigo ontem sobre o novo modelo de escola e em poucas horas o artigo já era um dos mais compartilhados e curtidos do portal! Leia o começo abaixo:

"O Rio de Janeiro começa, nas próximas semanas, a experimentar um novo tipo de escola. Nada de séries, salas de aula com carteiras enfileiradas e crianças ordenadamente caminhando pelo espaço comum. A aposta para dar a 180 crianças e jovens da Rocinha uma educação mais alinhada com o que o século 21 é o Gente, acrônimo para Ginásio Experimental de Novas Tecnologias, na escola Municipal André Urani. O espaço, que acaba de ser totalmente reformulado para comportar a nova proposta, perdeu paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e ganhou grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores."

Para ler o artigo completo, clique: http://porvir.org/porfazer/rio-inaugura-escola-sem-salas-turmas-ou-series/20130125