18.8.13

Buscando a reflexão e o diálogo

Essa é uma mensagem para Professoras e Professores do Rio, um pedido para que não deixem de refletir e dialogar. Quero deixar minha opinião sincera aqui, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. Sei que o texto é longo, mas, quem tiver paciência e quiser conversar sobre o assunto, estou sempre à disposição, virtualmente ou presencialmente. E quem quiser deixar comentários, faço um único pedido: vamos conversar com respeito e educação ;)

Primeiro, todo mundo sabe que o país PRECISA priorizar a educação pública por uma série de razões. A mais importante, na minha opinião, é que o futuro dos brasileirinhos precisa de educação de qualidade para que eles possam desenvolver todo o seu potencial e se transformar em cidadãos críticos, autônomos, solidários e competentes. Todo mundo também sabe que, para termos uma educação pública de qualidade, PRECISAMOS melhorar salários, escolas, condições de trabalho, desenvolvimento profissional, planos de carreira e precisamos reconhecer essa profissão como a mais importante de todas. 

Aqui no Rio não é diferente. Acompanho de perto o que acontece dentro da gestão e testemunho a batalha pra se fazer mais e melhor todos os dias. Nas escolas, nas CREs, no nível central, estão todos "matando um leão por dia" pra conseguir que as coisas aconteçam da melhor forma possível. Acredito, sinceramente, que a Secretária faz o máximo que pode para reconhecer, auxiliar e melhorar o que acontece na rede, para os alunos, em primeiro lugar, e para os profissionais, em segundo. Nós queremos tudo aquilo que eu descrevi ali em cima. Mas existe uma distância grande entre o que a gente quer e o que a gente consegue/pode fazer nesse contexto, como em vários outros contextos da vida. 

Todo mundo concorda que o salário inicial está longe do ideal. Ainda assim, o piso da cidade do Rio de Janeiro está entre os 3 melhores das capitais brasileiras (http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/08/1325538-fora-da-lei-11-capitais-negam-tempo-livre-a-professores.shtml). Compreendo que o Rio é uma das cidades mais caras do mundo e que precisamos pensar em alternativas. Por outro lado, a única capital que tem uma rede quase tão grande quanto a nossa é São Paulo, uma cidade também muito cara, com um orçamento maior e que tem salários mais baixos do que os do Rio. Eu não quero dizer que o salário está bom, mas que, num contexto desses, é sensato acreditar que o piso possa estar próximo ao que é viável no orçamento.

Além disso, temos um monte de leis que aparecem, mas nossos legisladores por vezes não param pra analisar a situação com o cuidado que ela requer. Temos, por exemplo, a lei do 1/3: os professores têm direito a 1/3 da jornada fora da sala de aula para atividades diversas. O Conselho Nacional de Educação acabou de concluir que sim, as redes têm de cumprir a lei, mas podem cumprir gradualmente. Por que decidiu assim? Porque a lei acarreta uma loucura de reorganização de horários, contratações de mais professores e aumento da folha de pagamento. Não há uma rede razoavelmente grande que não tenha dificuldades pra aplicar a lei em sua integralidade e rapidamente.

Além dessa lei, a rede municipal ainda precisa obedecer a outras: precisa aumentar o número de vagas em creche, universalizar a educação infantil, resolver o problema do calor nas salas de aula e levar todas as escolas a funcionarem em turno único até 2020. Eu queria que alguém me explicasse que mágica será usada para conseguir fazer isso tudo com o orçamento que temos hoje. A conta simplesmente não fecha! Precisamos lembrar que não estamos falando só na construção de creches e escolas, mas na contratação de mais profissionais para creches, escolas, cozinhas, secretarias, etc... Estamos falando também de todo o material, todos os equipamentos essenciais para o funcionamento da unidade.

Com relação à infra das escolas, é claro para todos que temos problemas bem sérios a serem resolvidos. Temos limites no SDP, que é o dinheiro que vai para as escolas fazerem pequenas manutenções. Alguns casos precisam de reforma mesmo, não apenas de manutenções. Um grande obstáculo é que a mesma estrutura é usada para reformar escolas e para construir mais creches e escolas. Então, se você decide construir mais unidades, você acaba prejudicando a rapidez com que poderia fazer reformas. Isso sem contar com a nossa dependência das empresas, que muitas vezes não cumprem os prazos estabelecidos em contratos. É o caso, por exemplo, das revisões elétricas da Light e da instalação de links da Embratel. Vemos que não estou falando de empresas pequenas.

Há uma crítica também contra a meritocracia e contra os instrumentos de gestão. As mesmas pessoas que fazem essa crítica, aplicam a meritocracia com nossos alunos. Aqueles que se dedicam mais, estudam e aprendem, passam de ano. Aqueles que não chegam ao mínimo esperado são reprovados. E quase tudo na vida é assim. Se você estuda, trabalha, se dedica, você passa em concursos, é promovido, recebe mais reconhecimento. Se uma grande reclamação dos professores é sobre a falta de reconhecimento, a crítica à meritocracia e a premiação não deixa de ser uma contradição. Por outro lado, concordo que as regras para premiação podem ser aperfeiçoadas, como tem acontecido nos últimos anos. 

Outras críticas que considero um tanto insensatas se referem à autonomia dos profissionais e os instrumentos da gestão. Para se administrar qualquer coisa, uma casa, por exemplo, precisamos ter ferramentas, procedimentos e dados. O objetivo dos dados é retratar a realidade de forma sucinta para que novas ações sejam planejadas. É claro que a análise qualitativa da realidade também é super importante, inclusive no nosso contexto, mas não há como se administrar a rede sem olhar para os números e sem ter ferramentas e procedimentos padronizados. Essas ferramentas e procedimentos (no nosso caso o currículo, as provas e os materiais de auxílio) são essenciais para que a gente consiga enxergar as escolas que estão conseguindo cumprir bem o seu papel e aquelas que precisam da nossa ajuda, que será diferente e customizada, dependendo do contexto.

Com relação à decisão da prefeitura de cortar o ponto e demitir os professores grevistas que estão em estágio probatório, ainda não houve (até onde eu sei) o pedido da prefeitura para que a greve fosse julgada legal ou ilegal e, portanto, existe realmente esse risco. O sindicato solicitou uma antecipação de tutela, ou seja, para que um juiz proibisse a prefeitura de fazer esse tipo de coisa, mas o pedido foi negado (https://docs.google.com/document/d/1nOdu-aTHDJoLHKUMO1lNxxIKpQFn_5ox4HH09UMyMmA/edit) O juiz diz que os grevistas "devem abraçar os riscos inerentes ao ato, como o corte de ponto e outras sansões, como qualquer trabalhador". Acredito que cada um deva ter o direito de escolher aderir à greve ou não e acho que a coerção, de qualquer lado, precisa parar. A greve precisa ser reconhecida por todos como um direito constitucional, mas não é certo ameaçar ou chamar colegas que resolvem não aderir de covardes.

Para finalizar, acredito que um enorme ganho nesse momento seria um bom plano de carreira para todos os funcionários da rede. Sei que ele não será nem o que quer o sindicato nem o que quer a prefeitura. Deve-se haver uma negociação e um diálogo respeitosos para que consigamos chegar ao melhor plano possível, dentro dos limites legais (lei de responsabilidade fiscal) e orçamentários. Creio que podemos chegar a um novo plano que represente ganhos importantes e reais. Apesar de ser um direito, a greve prejudica a todos: alunos, famílias, professores, funcionários e gestores e precisamos entendê-la como um mal que pode ser às vezes necessário, mas que ninguém deve abandonar a reflexão, a sensatez e o diálogo. 

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Tréplicas rs  ;)

Respeito a opinião de todos, mas há alguns comentários que distorcem o que escrevi. 

- Quem quer dialogar não precisa atacar o outro lado pessoalmente, o que é honesto, maduro e inteligente é expressar argumentos convincentes ao invés de buscar desqualificar e agredir;- O salário inicial do Rio, com tickets e benefícios é o melhor entre todas as CAPITAIS, esse é um fato -- em nenhum momento falei de outras cidades, mas das capitais dos estados, que têm redes maiores;- Não questionei a importância do horário do planejamento, mas argumentei que a lei precisa ser cumprida gradualmente. Basta ver as novas aulas no 1o segmento para que os PII tenham pelo menos parte do 1/3;- Não se pode comparar a realidade carioca com a finlandesa. Continuo dizendo que as provas e os materiais são essenciais nesse momento, para a gestão e para garantir a equidade;- Sobre meritocracia, continuo acreditando que os mais comprometidos precisam ser reconhecidos, inclusive financeiramente;- Provas bimestrais e provas externas são instrumentos diferentes com objetivos diferentes. Não argumento que as escolas, contextos, etc, são iguais, mas que há que se garantir equidade;- As apostilas (como as aulas digitais) são instrumentos importantes de apoio e não são de uso obrigatório;- Faço parte da gestão do Rio e compreendo que podemos errar e nos exceder em alguns momentos. 


Finalmente, continuo afirmando: escrevi o texto com o máximo de sinceridade possível e não acredito que agressões possam ajudar de alguma forma na busca por soluções. 




40 comentários:

  1. Concordo com quase td que vc diz. Só uma coisa me irrita: os contratos com empresas. Temos professores capazes de bolar um projeto de aceleração, o que evitaria os gastos exorbitantes com a FRM, IAS e outros...vc sabe do que estou falando...a biblioteca do prof} tb é bem legal mas qt nos custa? Os uniformes são da China? E qt a meritocracia , eu apoiaria se contasse apenas a nota que o aluno tira e não o qt reprovamos, até pq não depende só do profº e da escola o sucesso do aluno. Eu até hj apoiei em td essas propostas da secretaria, pergunte à minha equipe, se duvidar. Mas td cansa e acho que os gastos desnecessários saíram do controle, a falta de diálogo tb impera. Vc não tem noção de como os colegas de CRE e Nível Central nos tratam... Agora, concordo com vc tem que haver diálogo. BJks. Parabéns por sua coragem em se colocar, de coração, esperava isso da secretária.

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    1. Obrigado, querida. Depois respondo sobre os pontos que você colocou. Beijos.

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    2. Não acredito que as secretarias têm todas as melhores respostas e soluções para seus problemas e acho que ter esse tipo de pensamento é um pouco arrogante. Todas as secretarias fazem contratações e compras de entes privados.

      Não tenho conhecimento do custo da biblioteca ou se os uniformes são feitos na China (mas quase tudo é hoje em dia).

      Sobre o prêmio, ele segue a mesma lógica do IDEB, que é uma medida nacional.

      Acho que deve haver respeito, educação, cuidado em todos os relacionamentos.

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  2. Rafael Parente, do mesmo jeito que você pediu para nós pararmos um pouco e lermos, peço que o senhor leia o meu desabafo també.
    Sei que em um certo ponto a sua visão está certa, mas não acho certo é a postura e a arrogancia do nosso prefeito em relação a nós educadores. Ele está praticando Assédio Moral, o que constitui em crime. Estava conversando com uma amiga de outra rede (aliás a rede de que venho e lecionei durante 6 anos) e ela falou que o prefeito atendeu aos pedidos do SEPE de forma gradual, a medida que ia surgindo oportunidades ele ia implementando as revindicações da classe. Vejo intransigência de ambas as partes. Eu particularmente não sou a favor da greve por vários motivos, mas aderi a causa. A causa é reivindicatória de uma educação que a muito tempo foi abandonada por nossos governantes. Procuro fazer o meu papel como educadora, proporcionar o mesmo nível de educação que dava para os meus alunos do tempo que trabalhava em escola particular. Cobro, brigo, mas gosto muito do que faço. Peço que o senhor converse com nosso prefeito, pois como ele mesmo disse os filhos dele não precisam da escola pública, pois ele pode pagar, mas muitas crianças precisam, tenho sobrinhos que estudam na escola pública, tenho amigas professoras que os filhos estudam na escola pública, enfim muitas crianças precisam da escola pública, pois muitas vezes é o único lugar onde eles aprendem o que é ser tratado com dignidade e respeito. Esse mesmo respeito que pedimos que o senhor nosso prefeito nos trate, pois o merecemos, merecemos dignidade e um ambiente de trabalho digno. Sei que estão priorizando a construção de novas escolas, mas para que o nosso trabalho continue sendo bem feito precisamos de escolas em bom estado e não como vemos a grande maioria das escolas da rede. Precisamos de material didático, muitas vezes tiramos do nosso dinheiro para comprá-lo. Precisamos de tempo para planejar, pois o senhor como subsecretário sabe muito bem que antes de fazermos algo devemos planejá-lo. Precisamos de reconhecimento, pois todo mundo gosta de ter seu trabalho reconhecido. Peço com toda educação que recebi de minha mãe que o senhor compreenda a causa. Eu vejo que o nosso prefeito se perde em suas palavras. Ele fala de burguesia, mas ele em si é burguês, ao falar que seus filhos estudam em escola particular porque ele pode pagar. Sou educadora, sou professora, sou mãe, sou mulher. Quero que meus alunos tenham a mesma oportunidade que tive, pois estudei na escola pública também. Grata desde já pela sua preocupação e espero que este texto não fique apenas como mais um comentário em seu blog, mas que o faça refletir sobre a situação da educação neste momento.
    Leda Regina Figueiredo espíndola

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    1. Leda, compreendo seus argumentos. Acho que o prefeito, como todo ser humano, às vezes erra.

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  3. Aplausos! Sinceramente, os professores há tempos perderam a noção de seus "direitos e deveres". Infelizmente... =/
    Concordo que o governo muito colaborou para que se chegasse a esse ponto, com uma legislação que só quem não está "dentro" de sala de aula pode concordar!!! Enfim, tudo na vida tem dois lados. E concordo com você que a sensatez e o diálogo seria o melhor caminho para um acordo, que claro, não tem como atender apenas UM dos lados!
    Deixarei uns links, caso tenha paciência para ler... rsrsrs
    http://www.simonealine.com/2011/08/cultura.html
    http://www.simonealine.com/2011/09/funcionario-publico-padrao.html
    http://www.simonealine.com/2011/11/oi-gente-acabei-de-chegar-de-uma.html

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  4. São tantas coisas que merecem consideração, mas vou lhe perguntar só sobre uma: meritocracia. Vc sabe como isso funciona nas escolas realmente? Alunos que não aparecem, que são indisciplinados, que possuem sérios problemas comportamentais (que nós prof não somos habilitados para tratar, já que a SME prefere investir em tecnologias educacionais do que contratar psicólogos, fono, orientadores educacionais, etc) são aprovados nos COCs da vida. Sabe por que? por causa do 14º salário que nada mais é do que um suborno disfarçado. Conhece o ditado: "farinha pouca, meu pirão primeiro"? Pois é assim que muitos professores/diretores pensam e agem de acordo. Já ouvi uma velha professora repetir: "não são meus filhos nem netos". Assim como o nosso prefeito eu tb não matricularia meus filhos/netos em uma escola da Rede, sabe por que? Porque além do calor e da superpopulação das salas, da violência exacerbada, dos cadernos pedagógicos empurrados goela abaixo dos professores, eu nunca teria certeza se ele foi aprovado por mérito ou porque seus professores estavam pensando apenas num salário extra no final do ano! A intenção pode até ter sido louvável mas o resultado está sendo esse!

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    1. Concordo com você Edna!Pouquíssimas pessoas tem noção real do que acontece dentro de uma escola e das consequências de todas essas iniciativas do governo. Vale sempre levar que nosso secretário de Educação é ECONOMISTA!

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    2. Cara Edna, discordo dos seus argumentos. Há um grupo de psicólogos, fonos, etc e esse grupo é aumentado a cada ano e isso não tem qualquer relação com investimentos em tecnologias. A premiação tem regras e não tem nada a ver com suborno. Há ótimas escolas e ótimos profissionais na rede e acredito que sejam a maioria.

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    3. No Rotina, numa boa discussão é preciso utilizar bons argumentos ao invés de buscar desqualificar o outro lado de alguma forma. Nós conhecemos a realidade da rede a a secretária é formada em administração pública -- e hoje ela é uma administradora pública.

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  5. Mais um comentário: a escola é constituída de pessoas, não de números. Precisamos de um secretário de educação que seja educador, não uma pessoa que esteja preocupado com números, uma pessoa que saiba realmente o que é uma sala de aula, que possa realmente se preocupar com a educação. Rafael (to ficando íntima) peço que olhe pela nossa educação, que veja que existem ótimos profissionais na rede, pois muitos desses profissionais trabalham também na rede particular. O prefeito fala de dedicação exclusiva, mas para ele ter professores D.E. ele precisa oferecer salários que cubram as outras redes desses profissionais. Ele fala de Escola Integral (eu trabalho em uma pois sou 40h) mas ela deve ter atrativos e não somente sala de aula. Uma aula atrativa não é somente em sala de aula. A escola é um espaço pedagógico como um todo, então precisamos de um ambiente adequado para isso dentro da escola. Bem não vou mais falar, pois se deixar escrevo um livro aqui.
    Fica meu desabafo
    Leda Regina Figueiredo Espindola

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    1. Leda, como expliquei, os números são essenciais e nós sempre vamos além deles. Conversamos com as pessoas e buscamos compreender a complexidade dos problemas. Concordo que temos ótimos profissionais na rede. Concordo com suas outras inquietações.

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  6. Caro, Rafael.
    A minha amiga Simone Aline me indicou o seu texto do qual muito gostei, no entanto como professora da rede Estadual gostaria de acrescentar o meu ponto de vista.
    Inicialmente gostaria de dizer que não aderi a greve atual pois não vejo o sindicato representando os meus reais interesses e a seguir você entenderá por que.
    Concordo com o seu ponto de que temos um salário inicial razoável. Mas na minha opinião O GRANDE PROBLEMA é o salário final,aquele que se leva para a aposentadoria e o nosso plano de carreira. Não tem cabimento uma Secretaria que diz investir no seu profissional oferecer como gratificação por Mestrado 200 reais e 400 reais para um Doutorado. Muito menos sentindo tem um profissional -como presenciei na minha escola- com 30 anos na rede se aposentar com um salário de 2.500! A rede é usada como trampolim pelos professores e aqueles que se qualificam buscam outras redes e oportunidades.

    Sobre a meritocracia a grande questão é: QUEM ESTÁ FISCALIZANDO OS PARÂMETROS??? No município de Niterói professores de uma escola -conhecida- que sempre adere a greve e BOICOTA o lançamento de notas online ....ganhou!!! Sendo que ter 100% das notas lançadas É UM QUESITO PARA CONSEGUIR essa bonificação. Entenda, falo tudo isso com conhecimento de causa. Não estou reproduzindo o que me falaram....estou descrevendo para você fatos que vivencio. Outra coisa...na minha escola temos a rede elétrica original, ou seja, ela que faz parte do prédio desde sua construção em 1940.Em função disso temos uma série de problemas e algumas vezes precisamos cancelar as aulas. A minha diretora não pode apresentar esses fatos para fiscais porque isso nos tiraria pontos no sistema de bonificação criado! Ah?!?!! como assim?Qual a lógica disso?qual a responsabilidade que diretores e professores tem sobre isso??Entende?! OUTRO PONTO FUNDAMENTAL!!TODOS SOMOS RESPONSABILIZADOS:DIRETORES, PROFESSORES, COORDENADORES E FUNCIONÁRIOS....MENOS O ALUNO!! O PRINCIPAL AGENTE RESPONSÁVEL NO PROCESSO DE APRENDIZADO, O PRINCIPAL RESPONSÁVEL POR OBTER MELHORAS NOS ÍNDICES NÃO SENTE O PESO DESSA RESPONSABILIDADE. O ALUNO CONTINUA SENDO VISTO E TRATADO COMO UMA PEÇA INERTE NESSE PROCESSO.
    Para concluir. Na minha opinião falta ao sindicato reivindicar elementos mais concretos como; mais segurança nas escolas (para alunos e professores)e um projeto estadual de alfabetização. Nossos alunos chegam a rede analfabetos e nada podemos fazer pois não somos qualificados para isso. E tanto a curto quanto longo prazo será impossível ter uma melhora significativa nos índices e na qualidade da educação sem sanarmos essa "dívida".

    Bom, é isso.
    Att.
    Aline Monteiro

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    1. Lamento pela sua não adesão a greve, Aline, mas adorei o que vc escreveu sobre o alunado. Só quem está em sala de aula sabe as condições em que trabalhamos, sem contar o descaso total dos responsáveis!

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    2. Aline,

      - Um bom plano de carreira terá um impacto importante no salário final;
      - A própria rede fiscaliza e faz denúncias. As denúncias sempre são investigadas;
      - Concordo que a infra precisa ser reformada em várias escolas;
      - Qual a sua sugestão para responsabilizar o aluno? Esse não é um trabalho que deve acontecer dentro da escola e em parceria com famílias e comunidade?

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  7. Olá Rafael Parente,

    Há um mérito no seu texto. Alguém que está na gestão vem a público ponderar sobre a greve dos Professores. Seria legal se a Claudia Costin ou mesmo o Eduardo Paes seguissem seu exemplo. Todo mundo ganha quando há, verdadeiramente, diálogo.

    Agora você diz que nem tudo que se deseja é possível realizar (do ponto de vista da gestão da Educação na Prefeitura) então porque a Prefeitura não abre suas planilhas e pensa JUNTO com a categoria onde dinheiro está sendo gasto e não se chega um bom termo para ambos.

    Sobre a meritocracia para se fazer gestão de recursos humanos a discussão é mais complicada pois aparentemente os tecnocratas que estão gerindo a educação no Rio (Município e Estado) parecem tratar tarefas complexas (como educação) do mesmo modo que tarefas mecanizadas, para adotarem a premissa - falsa - que mais incentivo externo na forma de premiação salarial - implica e melhora de rendimento.

    É uma ideia obsoleta em administração e em psiciologia!

    Por outro lado vemos a Prefeitura gastando muito dinheiro com outras áreas que, aparentemente, dão mais importância que Educação.

    Realmente valorizam a educação, então porque não abrem negociações de verdade? O tratamento dado a greve (e aos professores da SME) é bem preocupante, pra sem bem ameno.

    abs

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    1. Sérgio, creio que o prefeito e a secretária buscam outros meios para responder às inquietações da rede e da população. Esse foi o que escolhi.

      Os gastos da SME são públicos e o orçamento é discutido com conselhos e votado pela Câmara de Vereadores.

      Sobre políticas de premiação, concordo que é uma questão complexa, mas as evidências científicas são inconclusivas. Pessoalmente, acredito que a motivação intrínseca seja mais poderosa, mas tenho limites de influência.

      Não tenho como explicar outros gastos da prefeitura, mas compreendo a crítica. Abraços.

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  8. A pergunta eh.: para estar na funcao q exerce vc precisou de um? Curriculo! Pois eh! Cm certeza, sua gratificacao faz jus a ele. Me sinto afrontada em saber o q tenho na bagagem prum aluno como mestranda em política e me desc, uma outra q parou no ensino médio há trocentos anos e ainda insiste no be a ba. Faca me o favor.

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  9. acabei de ver no Fant´stico que um menor custa 7.000 reais para o estado...laméntável. Um professsor custa 1.800...

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    1. um aluno do EF custa R$ 2243,71... se a rede municipal do rj é uma das maiores, então o dinheiro repassado pelo governo federal não é uma pouco, mas cadê esse investimento???

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    2. Não consegui entender esses cálculos. Vocês têm algum link para que eu possa entender esses números?

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  10. Apesar de anos de desvalorização e desmotivado pelas indecorosas propostas pedagógicas de quem não entende de Educação, pela pressão dos déspotas do sistema que tentam nos parar de todas as formas, hoje algo me deixou feliz: a certeza de que esse povo que é anônimo para muitos não se deixou intimidar, não baixou a guarda. Venceu o terror imposto pela mídia vendida e opressora e ficou mais forte. Forte para lutar, para dizer um basta! Basta de sermos tratados como fantoches, de tentarem nos comprar com 14º , de nos fazerem mentir aprovando e reprovando para a vida, de nos fazerem colaborar com as "pacotadas" de contratos ilícitos. Não precisamos de economistas na Educação do Rio de Janeiro. Precisamos de gente como a gente, que tem coração, que ama as bases, que olha nos olhos dos alunos com dignidade, cônscios de que fizemos a coisa certa. Há anos venho dizendo que não podemos compactuar com esse engodo. Os pais não entendem como seus filhos são formados em nossas escolas. Tudo o que querem é uma estatística. Os alunos não são números, os professores não são números, eu não sou número, sou Alexandre de Moraes Sant' Ana, Prefeito, sou professor de Língua Espanhola (que vocês querem retirar da grade) com duas matrículas, aprovado em concurso público, servidor da Prefeitura, mas não tenho dono. Pode ameaçar, sou professor, casado, batalhador, pai de filhas, fruto de uma escola pública de qualidade da qual me orgulho (trabalho com ex-professores) e com a qual vocês querem acabar. Os governantes passam! Seu filhos não precisarão dela, contudo eu um dia precisei, por isso viveremos e morreremos lutando por ela! A greve continua e a culpa é sua!

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    1. Professor, o seu comentário me parece cheio de paixão, mas vazio de sentido. Sinceramente, não me diz nada. Eu sou apaixonado por educação, amo o que faço e sempre busco fazer o meu melhor. Acredito ser suficientemente sensível para me colocar no lugar do outro e compreender a dor alheia.

      Há uma escolha estratégica de priorização do inglês e que o espanhol seja a 3a língua em escolas de tempo integral. Creio que faça sentido.

      Todos querem melhorar a educação e a escola pública.

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  11. Bem, sempre gostei de suas considerações, e esta não foi diferente, mesmo não concordando com tudo que foi dito. Uma das principais causas da divisão, inclusive, nas falas entre professores, foram as politicas de correção de fluxo (quaisquer que sejam seus fins), que produziu milhares de certificações, mídia e pouco conhecimento. Ainda, um discurso da secretária de que tudo isso era lindo, quando todos viram o caos que foi a formatura dessas crianças no Hsbc Arena. As provas unificadas, material padrão numa rede tão heterogênea. Colegas querendo estudar sendo obrigados a pedir exoneração porque tiveram licença sem vencimentos negada (e mais um programa a escola Paulo Freire que não atende a todos), remoções restritas obrigando sacrifício no transporte, sistema de gratificação para a turma do Bolinha ou da Luluzinha, pois beneficiam o amigo, o bajulador e não o profissional competente. Enfim, e tudo com a arrogância de que é isso aí se quiser, de quem está de passagem e não num cargo conquistado com formação e concurso. Penso que é hora do nosso prefeito reconhecer que não nos ouviu, de trocar a secretária que está com a imagem desgastada por suas posturas, falas e principalmente, por fazer cara de paisagem para tragédias bem debaixo do nariz (resultados), quero planejar minha aula com autonomia, sem me preocupar com uma prova no final do mês que não atende as especificidades da minha turma. O salário é ruim, é verdade, mas as condições de trabalho estão vergonhosas. Este ano fiquei presa numa escola com água na altura do joelho, com direito a ratos e caramujos, sem um segundo pavimento pra me abrigar, mas com todo o kit educopedia (que eu gosto muito), uma incoerência. Tenho amigos pessoais que foram agredidos fisicamente...Bem, Rafael, é isso, desabafei. Boa sorte nesse canal.

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    1. Kátia, há muitos colegas que discordam quanto ao Acelera.

      Como expliquei, a padronização é importante para a gestão -- e para se garantir equidade.

      Precisamos investigar esses benefícios para "amigos", e essa é uma acusação grave.

      Conte comigo no que eu puder ajudar.

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    2. A rede é muito grande Rafael, é preciso conhecê-la de perto. A padronização não garante a equidade de forma nenhuma quando se trata de educação. Precisamos de tratamento desigual por que somos desiguais ( no que diz respeito ao currículo). Óbvio que temos que definir um objetivo mínimo a alcançar, mas numa rede tão grande, a interferência de avaliações e materiais padronizados só atrapalham. E, sobre a democratização das oportunidades de crescimento, é preciso verificar de que forma estão sendo ocupadas as vagas do pessoal de fora da sala de aula, das CREs as escolas (da SME também), pois, a sabedoria milenarmente conhecida através da bíblia diz que não se pode colocar vinho novo em odres velhos. E, em tempo, sobre a greve, ainda há tempo de olhar tudo de um ângulo diferente. Por que não? É sincero. Grande abraço.

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    3. Kátia, como você sabe vivemos num país onde pessoas começam cursos universitários sem conseguir interpretar um texto um pouco mais complexo e não conseguem conversar com um gerente de banco sobre os melhores investimentos ou suas dívidas. Por que? Porque a escola pública ainda não conseguiu garantir o mínimo para todos. Acho que a autonomia da escola deva ser conquistada. Aquelas que comprovadamente conseguirem garantir o mínimo essencial para TODOS os alunos deveriam ter autonomia -- essa é a minha opinião pessoal.

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    4. Acho que você bateu na mesa. Me despeço. Kátia Cilene.

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    5. Eu não sei se entendi o que você quer dizer, mas continuo à disposição para o diálogo... Abraços.

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  12. https://www.facebook.com/groups/420416147996843/permalink/583952741643182/. òtimo texto do professor Carlos Azevedo. Faço dele minhas palavras!

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    1. Respeito a sua opinião e a de todos os outros professores, mas é um texto cheio de mentiras e manipulações.

      - Quem quer dialogar não precisa atacar o outro lado pessoalmente, mas expressar argumentos convincentes;
      - O salário inicial do Rio, com tickets e etc é o melhor entre todas as CAPITAIS... esse é um fato -- em nenhum momento falei de outras cidades, mas das capitais dos estados, que têm redes maiores;
      - Não questionei a importância do horário do planejamento, mas argumentei que a lei precisa ser cumprida gradualmente. Basta ver as novas aulas no 1o segmento para que os PII tenham pelo menos parte do 1/3;
      - Não se pode comparar a realidade carioca com a finlandesa. Continuo dizendo que as provas e os materiais são essenciais nesse momento, para a gestão e para garantir a equidade;
      - Discordo da visão dele sobre meritocracia e continuo acreditando que os mais comprometidos precisam ser reconhecidos, inclusive financeiramente;
      - Provas bimestrais e provas externas são instrumentos diferentes com objetivos diferentes. Nunca argumentei que as escolas, contextos, etc, fossem iguais, mas que há que se garantir equidade;
      - As apostilas são um importante instrumento de apoio e não são de uso obrigatório;
      - Todo mundo sabe que faço parte da gestão. Compreendo e concordo que há excessos dos dois lados.

      Finalmente, continuo afirmando: escrevi o meu texto buscando o máximo de sinceridade possível e não acredito que ataques pessoais e desrespeitosos sejam a solução para qualquer coisa. Uma pena.

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  13. Parte I
    Olá Rafael,
    Gostaria de pontuar suas falas porque não sei se são mal intencionadas ou se trata de visões políticas e pedagógicas distintas que nós temos.
    Primeiro você afirma que "precisamos reconhecer essa profissão como a mais importante de todas", por que não torná-la a mais valorizada? Por que um professor tem que ganhar 1/20 do que ganha um juiz?
    Não adianta vir me dizer que o Rio tem um dos melhores salários dentre as capitais se todos os salários são ruins e o você mesmo reconhece isso. Não adianta nivelar a discussão pelo menos pior, mas sim em buscar soluções para salários dignos. Um outro dado que você omite é o de que o Rio tem um salário MAIS BAIXO do que vários municípios da nossa Região Metropolitana: Caxias, Itaboraí e Nova Iguaçu, por exemplo, pagam mais do que o Rio. Além disso, municípios do interior como Angra, Macaé e Rio das Ostras também pagam mais!
    Se você diz que "o piso possa estar próximo ao que é viável no orçamento", por que a prefeitura do não abre as contas e coloca no nosso contra-cheque o quanto tem ali de dinheiro do Orçamento (que aliás prevê 25% para educação e a atual gestão assim como a anterior não cumprem! Sendo inclusive condenada pela justiça http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/04/justica-condena-prefeitura-do-rio-repor-r-22-bilhoes-em-educacao.html). Poderiam também prestar contas do dinheiro do Fundeb já que o próprio MPF tem acusado a gestão municipal de repassar verbas para a Rio ônibus e pagar aposentadorias dos servidores, qnd deveriam VALORIZAR os profissionais de educação! http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/prefeitura-do-rio-e-investigada-por-repassar-fundeb-a-empresas-de-onibus,b7857496fe590410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

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    1. Guilherme: reafirmo que um salário muito bom não cabe no orçamento. Como você sabe, os municípios têm orçamentos impactados por realidades completamente diferentes (royalties, folhas de pagamento de pessoal, etc).
      A rede SME rio deve ser comparada, pelo seu porte, a redes estaduais e não a municípios pequenos. Sobre o FUNDEB, concordo que deva haver transparência na aplicação.

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  14. Parte II
    Não duvido da capacidade de gestão das CREs e mesmo da secretária, mas duvido sim e muito do projeto político que vocês tem para a educação no Rio.
    O 1/3 de planejamento é lei e tem que ser cumprido. A prefeitura está na ilegalidade e é claro que isso tem um peso orçamentário. Poderiam por exemplo parar de fazer parcerias milionárias como a com o Instituto Ayrton Senna, ou a fundação Roberto Marinho que oneram os cofres públicos. Ou ainda parar com as contratações sem licitação de empresas como a Sangari. Isso faria com que sobrassem verbas para CUMPRIR A LEI!
    Quanto a infraestruturas das escolas, o Sr, diz que "Alguns casos precisam de reforma mesmo", quando o jornal O Dia diz quem somente 15,89% das escolas do Rio de Janeiro tem condições boas de funcionamento.http://odia.ig.com.br/noticia/educacao/2013-07-15/nota-vermelha-para-conservacao-das-escolas-do-rio.html
    Sei das dificuldades que vocês tem com empresas privadas que não cumprem prazos e tem um serviço de péssima qualidade. Esse é o preço que pagamos pelas privatizações que a sua gestão defende!
    Quanto a meritocracia, te darei o meu depoimento como professor. Algumas turmas, eu poderia auxiliá-los do Ensino Fundamental ao vestibular e aprovar quase todos os alunos! Porém, em outras se eu conseguir fazer com que metade dos alunos apreenda conceitos básicos da minha disciplina (Geografia), já é uma vitória. O que quero dizer é que não é uma responsabilidade única e exclusivamente minha, mas compartilhada, em termos de resultado, com os meus alunos. Quem aponta a meritocracia como uma solução razoável, nunca entrou numa sala de aula! Como pode um professor com dupla ser premiado numa escola e na outra não? Será que ele só é bom professor em uma escola? Quando tentamos impor uma lógica empresarial como a premiação para profissionais, nos esquecemos que a escola é HUMANA, ou pelo menos deveria ser. Quando prometemos premiações para profissionais mal remunerados digo que essa lógica não é só equivocada como perversa!
    Quanto a autonomia pedagógica, gostaria de dizer que as apostilas, além de ter um nível muito baixo são limitadoras de nossa autonomia na medida em que vêm acompanhadas de avaliações externas. Isso fere nossa autonomia, pois esta não prevê nosso planejamento bimestral, não prevê se conseguiremos cumprir todo o programa para aquele bimestre etc.
    Por fim gostaria de dizer, que o maior ganho dessa greve não está apenas no aumento salarial ou no plano de carreira, mas na mobilização que mostra que nós professores queremos e DEVEMOS SER OUVIDOS!
    Aguardo a réplica.
    Att, Guilherme Menezes, Prof.I - Geografia, Especialista em Educação Básica pela UERJ, Mestre em Geografia pela UFF.

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  15. Guilherme:
    - O 1/3 será cumprido, gradualmente.
    - Não há nenhuma secretaria ou ministério que não faça compras de empresas e institutos. Essa crítica não tem o menor sentido.
    - A SME e o TCM estão em constante diálogo. Não há infra suficiente para tudo.
    - Pode-se melhorar a premiação, mas acho que é um reconhecimento para aqueles que se esforçam mais.
    - Acho que a autonomia da escola deva ser conquistada. Aquelas que comprovadamente conseguirem garantir o mínimo essencial para TODOS os alunos deveriam ter autonomia -- essa é a minha opinião pessoal.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Rafael Parente o que não faz o menor sentido são suas respostas ao Guilherme.
      - O 1/3 será cumprido gradualmente? A partir de quando, até quando?
      - Então você acha legitima qualquer compra absurda de empresas e institutos? Alguns pequenos exemplos para ilustrar esta prática: Adolescentes que estão no projeto autonomia assistem aula com DVDs do telecurso 2000, este material além de super defasado, tem como publico alvo adultos. 2 meses atras chegaram tênis nas escolas, diversas escolas que atendem da educação infantil ao 5 ano receberam caixas de tênis numero 42! Absurdos não acha?
      - É muito fácil ter todo este discurso e não encarar a realidade das escolas: "premiação para aqueles que se esforçam mais" " não há infra suficiente para tudo". Infelizmente Rafael o cotidiano nas escolas é muito mais complexo que este seu discurso superficial.
      A escola tem que dar conta de alunos com problemas de aprendizagem que não são diagnosticados, alunos que não se alimentam adequadamente em casa, que moram em casas com condições insalubres, que vivem em meio à violência urbana, que não tem acesso a programas culturais etc Com todos esses problemas sociais refletindo o processo de ensino-aprendizagem, ainda temos que dar aulas com salas super lotadas, em escolas que estão caindo aos pedaços (tente sair da sua zona de conforto e visitar algumas escolas da zona oeste).
      Mas é claro, vamos esquecer o papel do estado e culpar o professor.
      Por fim, me resta dizer que os objetivos desta política de educação que temos estão sendo muito bem alcançados: Merenda e diploma!

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    3. Um pouco de realidade: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-11-08/carobinha-terra-de-ninguem.html

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    4. Débora:
      - Esse processo começou antes dessa gestão e deve continuar. O cronograma está sendo criado com a participação do SEPE.
      - Não acho legítima QUALQUER COMPRA ABSURDA e não disse isso em lugar algum. Disse, ao contrário, que qualquer órgão tem de fazer compras e há técnicos prontos para preparar o processo de seleção e contratação. Na SME não é diferente e já li e ouvi um monte de testemunhos bacanas em relação ao trabalho do IAS e da FRM.
      - Não sei o que você quer dizer com eu não encaro a realidade das escolas, mas acredito que conheço várias muito bem e com infras e contextos bem diferentes, inclusive várias na zona oeste.
      - Não se trata de culpar esse ator ou aquele, mas dialogar para chegarmos ao nosso objetivo da melhor forma possível: melhoria na aprendizagem parar todos os alunos, independentemente de renda, status sócio-econômico ou não ter uma infra ideal.

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