3.9.13

Sobre a importância das avaliações externas

É claro que as liberdades de expressão e de imprensa são pré-requisitos para qualquer democracia. Mas as críticas, quando feitas com descuido e sem embasamento, causam um enorme desserviço. Refiro-me, hoje, aos artigos nos Jornal O Dia e Jornal do Brasil que criticam a contratação de uma empresa para a aplicação de avaliações externas. São tão superficiais que chegam a ser medíocres. É essencial compreender a fundo uma questão para conseguir criticá-la com legitimidade.

Que tal lermos um pouco sobre a importância e a necessidade das avaliações? Por que os itens precisam ser muito bem produzidos, pré-testados e calibrados? Por que a prova precisa seguir a TRI (Teoria de Resposta ao Item)? Por que precisamos de avaliadores externos ao invés da aplicação pelos próprios professores? Como essas aplicações auxiliam a melhorar a educação pública? Por que boa parte das secretarias de educação no Brasil usa avaliações externas? Tudo isso pode ser justificado, quando se tem um pouco de boa vontade para aprender outras versões.

Fica o meu apelo, novamente, para refletirmos e abraçarmos a complexidade do que vivemos, dialogando e buscando aprofundar nossos conhecimentos. Deixo, abaixo, alguns links que podem ajudar a entender melhor sobre o assunto:











Links para os artigos:

9 comentários:

  1. Seguindo seu apelo "para refletirmos e abraçarmos a complexidade do que vivemos, dialogando e buscando aprofundar nossos conhecimentos", só uma dica: todos os autores da leituras por você indicadas, não são graduados na área de educação e nem das humanas. Todos têm suas bases epistemológicas na área de Exatas. Dê um passeio pelos sites de pós-graduação em Educação e observe a perspectiva dos pesquisadores da educação acerca de avaliação.
    Cordialmente.

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    1. Luiz, que tal nos indicar links para pesquisas e artigos de autores que contraponham as teses indicadas? Seria melhor para a discussão. Grato.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. Olá, Rafael!
      Segue um abaixo um pequeno repositório de pesquisas sobre o tema com bases epistemológicas na Educação.

      1º - Uma síntese histórica de avaliação -

      http://www.periodicos.proped.pro.br/index.php/revistateias/article/view

      2º - Avaliação remete a sucesso e fracasso, para isso conferir o capítulo “Entorno do fracasso e sucesso escolar: algumas considerações” do seguinte artigo -

      http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/17155/17155.PDFXXvmi=XGGsUececDfHKfMCcBxIPkzIxnVIIGQHmwaiLnwZ1NGL3snf5WZUhxEQWAzFhpmFXxXJVuJWjqImT7D04CVmbAd8bNNseb9cK7WGDGEW7nk2uX2AAXWMzaUKZJedUnpFunm9516dorfUpiu1hsNQEJCDsQRnei4KGrULt2ZTtfOUzkVQNKIstl6WcXlrgqdXS8KmaKgE06zAqvqfhaIMvPKJO6b6xp4rxOPJz7oAdXaFuCVMMFAjuk3krfq0Fvse

      3º - Avaliação como reverberação da visão mercadológica na educação: ver, mais especificamente, o capítulo “A avaliação a serviço da noção de quase-mercado: mérito e hierarquia” -

      http://www.scielo.br/pdf/%0D/es/v24n84/a07v2484.pdf

      4º - Apesar de ser referenciado nas avalições federais observa-se um efeito cascata, por isso alguns possíveis resultados das Avaliações Externas descontextualizadas, último capítulo “Possíveis implicações das iniciativas de avaliação”

      http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n119/n119a09.pdf

      5º - Por fim, um trabalho mais desnaturalizador sobre as políticas avaliativas -

      http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=87313704016

      Att,

      Luiz Eduardo

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    4. Apaguei o primeiro comentário, por não estarem os links "linkados"... Mas, ainda repetindo a postagem, não consegui fazer com que os endereços estivem linkados.
      Foi mal! Acho que deve ser até um restrição de segurança.
      Att,
      Luiz Eduardo

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    5. A situação deve tá complicada por aí, neh? Andou sumido do blog. Mas, não se sinta só, pois a situação educacional carioca está bem tensa também.
      Att,
      Luiz Eduardo

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  2. "É essencial compreender a fundo uma questão para conseguir criticá-la com legitimidade."

    E quando o senhor terá a gentileza de ouvir as críticas dos especialistas em educação CONCURSADOS que trabalham na SME? Compreender a fundo essa questão não deveria necessariamente passar pelo diálogo com esses profissionais?

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    1. Luiz Fabiano, sempre dialogo com os professores da rede e sempre os trato com muito respeito e cortesia. Acredito que sou sensível o suficiente para compreender suas realidades e me colocar no lugar deles.

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